Sobre sonhos e erros.

Carregamos alguns erros com a gente. Às vezes dá pra perceber, mas em outras horas eles parecem tão de estimação que queremos guardá-los dentro de uma gaiolinha. Ali a gente os alimenta, cuida, até chegarem ao ponto de ficarem parecidos com uma espécie de sonho.

Na verdade, tem muito erro que é sonho distorcido. Se todo mundo olhar bem, vai ver que também tem um pouquinho de mania de sonhar coisa que não tem pé nem cabeça. Aí fica tudo parecendo impossível, não porque é da natureza dos bons sonhos, mas porque a escolha foi errada. Porque no fim, quando você alcança, descobre que não gosta, e tudo quer cair. Você corre pra ajuntar os cacos, pra laçar o “sonho” perdido, mas ele está implorando pra ir embora – não vê?

Não é fácil reconhecer onde estão as nossas vontades de verdade, aquilo que motiva, que muda, que bota sorriso na cara, que puxa a gente da cama já cedo. E nem é fácil ver máscara nos nossos erros, mas é preciso.

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“Mas por que tu publica os desenhos que não gosta?”

As pessoas às vezes me perguntam o porquê de eu não gostar de tantas ilustrações que eu faço e se eu não curto, pra que publicar? É assim, tenho acompanhado vários artistas e ilustradores profissionais aqui pela internet, então sei o que é uma boa ilustração. Sei, também, que não se deve ficar comparando estilos, porque sempre vai ter gente melhor por aí. E até os melhores ficam subjugados aos gostos das pessoas. Mas não é esse o caso.

Criei esse blog não pra querer provar alguma capacidade ou talento, mas pra compartilhar com todo mundo como é esse processo todo, os acertos e os erros, a busca pela evolução e todas as coisas que envolvem isso. É por essas coisas que não tem só desenho aqui, mas um recorte do que acontece nos meus dias. Não é a coisa mais legal do mundo ter que pôr a ilustração em segundo plano, enquanto faculdade e trabalho afogam o tempo, mas é bom ver como surge um cisquinho de hora nos intervalos, antes de dormir, no ponto de ônibus…

A melhor coisa é toda a mudança pra melhor e enxergar que tem tanta situação no dia a dia que influencia no que sai no papel. Sem esquecer que muito do que eu gosto não agrada as pessoas e muito do que não gosto, acaba caindo no gosto dos outros. Então, a ideia é essa: se for pra compartilhar, não se compartilham só os acertos, mas as tentativas, os erros e a busca também.

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O dia do silêncio.

Ontem foi dia do silêncio. Esse silêncio que tão pouca gente valoriza. Eu, inclusive. Já falei sobre isso aqui, mas ainda não me entendo muito bem com ele. É que no silêncio moram as mágoas, o conhecimento não compartilhado, os sentimentos não expressos, a incapacidade, o querer e não conseguir, as respostas não ditas, as perguntas não feitas, a música não entoada, a raiva prisioneira.

Mas, ao mesmo tempo, eu quero compreender. É que nas vezes que quero segurar minhas palavras, elas forçam a saída. Nessa hora, precisava do silêncio como amigo. Mas não faz diferença ser assim, é preciso domá-lo. O silêncio é rebelde, não se importa com nada mais em você, ele é um comportamento isolado e não aparece quando você o chama, nem vai embora quando você diz tchau. Ele é teimoso, é desobediente, é zombador, gosta dessa capacidade que ele tem de brincar com o que quiser. E eu fico assim, naqueles maus lençóis que tanto evito. Chego a passar mal da incapacidade, agarrada por uma raiva que me espreme as entranhas. Porque é uma incapacidade inútil, sabendo que sou, sim, capaz. Não sei a quem culpar e nem sei se devo – na maioria das vezes, ninguém tem culpa de nada. É tanta coisa, e eu não consigo ficar livre dessa inconstância que o silêncio provoca em mim.

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Nárnia.

Um desenhinho que fiz pra minha amiga viciada em Nárnia, a Mari (:

As duas versões aí.

 Pra ser bem sincera, não gostei muito de nenhuma das duas, preferi o rabiscado aqui no meu sketchbook, mas como prometi, aqui está ele…

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Conheçam o We can cook it!

Então, me deixa fazer um momento merchan aqui! Pra quem não sabe, eu estou no último ano da faculdade, graças ao bom Cristo, e agora estou na fase do projeto experimental. E adivinhem o que é o meu projeto! Um blog! Na verdade, não estou sozinha nesse negócio, faço dupla com a Fernanda.

Nós criamos o We can cook it, que é um blog de culinária feito por iniciantes para iniciantes. Uma vez por semana, nós tentamos fazer uma receita e publicamos o vídeo no blog, até com os erros. Quer dizer, se a gente botar fogo na cozinha, pode zoar tudo, mas com certeza vai estar bem registrado pra todo mundo ver.

Por enquanto, pra infelicidade dos visitantes, né, seus feios, deu tudo certo! Mas é só o começo, de qualquer forma vamos continuar nos esforçando pra mostrar que até os super noobs na arte da culinária podem cozinhar!

Além dos vídeos com as receitas, vocês vão encontrar posts diários sobre vários assuntos legais. Curiosidades, história, dicas, design e tudo que é coisa boa e bonita, em textos bem descontraídos e felizes! Visitem, curtam a fanpage, sigam no Twitter e deixem comentários, nem que seja pra zoar a gente.

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Um texto sentimental, emotivo e chorão sobre amizade

Confesso que nunca dei tanta importância pra amizades, porque apreciava a solidão e a desconfiança. Um modo de não ter decepções, não é? Já há alguns anos não penso mais desse jeito, mas este ano, nos últimos dias, hoje mesmo, não tenho como negar que não conseguiria mais me habituar àquelas ideias velhas.

Sem que eu esperasse, simples colegas e desconhecidos se tornaram irmãos. Não consegui mais ficar na frieza quando fui apresentada a toda a essência que são os meus amigos. Mas foi tão de repente que nem criei a habilidade de explicar tudo o que cada um é, aos meus olhos, e vivo dia e noite arrependida, pedindo mil perdões por ainda não alcançar o nível que eles alcançaram em mim.

Talvez quem me conhece leia esse post e não ache uma maneira de me ver por trás dele. Eu, que costumo ter uma pequena dose de brutalidade para substituir a demonstração de amor, eu que pareço fugir de qualquer proximidade (como eu acredito que devem pensar). E, além de tudo, por que publicar um texto desses no meu blog, que não trata de assuntos tão pessoais?

Eu fiquei um mês sem atualizar o Vida Desenhante, porque achei tudo irrelevante e fútil para quem visita. Mas quando volto a ele com este texto, não quero dizer que eu realmente não encontrei um bom assunto. A verdade é que por mais que eu quisesse evitar os temas pessoais, são coisas assim que têm me movido nos últimos dias.

Agora consigo entender aquelas frases piegas sobre amizade que enchem as redes sociais todos os dias, sei o que é deixar coisas importantes em segundo plano por causa dos amigos, amar e ajudar sem se importar mesmo em receber algo em troca. São tantas pequenas preciosidades, e eu não resisto a nenhuma delas. É que me irritam só para rir da minha cara de brava, mas me defendem quando alguém é grosseiro comigo. Mandam eu calar a boca quando não paro de falar besteira, mas estão prontos a me ouvir até no meio da madrugada. Elogiam as coisas que eu sei fazer bem, mas nunca deixam de me avisar quando faço alguma coisa errada. Sempre, sempre mesmo, perdoam e pedem perdão. E tem outras milhões de atitudes lindas.

Eu sei o quanto parece superficial um texto para dizer as coisas, mas é a minha melhor forma de me expressar, até onde eu sei. E para disfarçar a choradeira aqui, coloquei aquele título compenetrado lá em cima. Não riam de mim por causa disso…

Ok, vocês vão rir, nem me importo!

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Com que roupa eu vou?

Como muitas das mulheres, de vez em quando tenho aquele seríssimo problema de não saber o que vestir, mesmo com o armário cheio de roupa. Então, em vez de sentar na cama e ficar dramatizando a história, eu faço outra coisa. Uma coisa desenhante, claro!

Pra não ter essas crises, nas horas que não tenho muito o que fazer, lembro das roupas que eu tenho e começo a desenhar combinações com elas. Estes aí são uns dos rascunhos:

Rosinha no verão

Rosinha no outono

Isso era pra ser minha blusa linda da Virá hahahahah

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Dez mulheres.

Algumas mulheres que estavam perdidas aqui no meu computador.

Quem me acompanha nas redes sociais, já deve ter visto a maioria, mas pra quem tá por fora, aí estão elas:

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Sobre perguntas bestas.

Desde que escrevi o post http://vidadesenhante.wordpress.com/2011/08/30/tempestade/, saí por aí catando textos das pessoas.

Pouca gente gosta de escrever, infelizmente, mas até que consegui alguns!

 

E quem vai inaugurar essa “coluna colaborativa” do blog é o Thiago. Pra que o texto dele faça sentido, vocês precisam entender duas coisas básicas:

1. Ele não tem quase nada da visão. Já perguntei o quanto ele enxerga, mas acho que nem ele sabe direito hahah. Mas não passa de 10%.

2. Não pensem que ele não toca no assunto. Pelo contrário, o Thiago é o primeiro a fazer piadas sobre ele mesmo.

Então, por causa disso, de vez em quando, aparecem alguns desavisados com umas perguntas muito bestas. Aí vai um dos episódios (antes que eu escreva demais):

 

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Se as pessoas não fossem tão “restarts” como são hoje em dia, eu acho que falaria mais naquelas horas que sou indagado com as coisas mais inimagináveis possíveis. E é lógico, meu respeito e minha educação também não permitem que eu fale tudo que vem à mente.
Mas parando com o trololol, vamos ao que interessa.
Estava eu, três anos atrás no terminal de ônibus, esperando o mesmo (ÓBVIO, NÉ?), quando uma garota que estudava na mesma escola tem a audácia de me questionar:
“Tu toma banho sozinho ou tua mãe te dá banho?”  Não respondi tudo que queria (infelizmente).
“Meu Jesus Cristo eterno, pai de todos me prenda na tua cruz para eu não cometer um pecado.”  Foi uma das coisas que pensei. Mas por via das dúvidas, antes de falar qualquer coisa, eu a questionei:
“Não, tu não está falando sério, não é?” MAS SIM, gente, ela estava falando sério.
Eu disse: “Mas é óbvio que minha mãe me dá banho, eu sei ir e voltar da escola sem ver o que estou fazendo, contudo, eu não tenho capacidade de tomar banho sozinho!”
Esse é só o começo da saga.
——-

 

Só fico imaginando o que era TUDO que o guri queria responder.

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Por que amar o verão?

Aaaaaah, chegou o verão, finalmente! Eu sei que ele já chegou faz um tempinho, mas só percebi isso na semana passada…

Enfim, é a minha estação preferida por muitos motivos lindos, e decidi compartilhar isso com todo mundo!

 

1. Não sei por onde andam as minhas amiguinhas baratas nas outras estações, só sei que no verão elas decidem nos fazer surpresas aparecendo nos mais inimagináveis lugares!

Vocês por aqui? Mas que surpresa!

2. Existe clima melhor? Ontem mesmo a minha cidade estava radiante nos seus 40ºC!

3. E por falar no calor, é bonito ver como os caras ficam românticos nessa época. Isso porque as meninas precisam usar umas roupas mais elegantes, que deixam seus belos corpos completamente à mostra.

Nossa, princesa, assim você me mata!

4. Melhor coisa que tem é trabalhar e estudar nessa época. E tem mais. Não tem essa de ficar usando ar condicionado, tem que sentir o verão na essência! Pegar ônibus meio-dia, dividir uma sala de aula com vários outros alunos!

5. Adoro as alergias que vêm com o calor. Esse negócio de ter a pele bonita, lisinha, é tudo influência da mídia. Bonito mesmo é viver o verão na pele, mesmo!

Que beleeeza!

 

Claro que sempre tem o lado chato. Quem aguenta mar, rio, piscina, sorvete e férias?

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